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A Suficiência de Cristo

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Vencendo a velha natureza – Efésios
17 de outubro de 2020

A Suficiência de Cristo

Estudo sobre Colossenses 2

O Senhorio de Cristo e a Falsa Doutrina em Colossos. 2:8 – 3:4.
A. A Suficiência Exclusiva de Cristo. 2:8-15.
O apóstolo começa seu argumento com uma reafirmação da raridade de Cristo e do relacionamento do crente com Ele. Como cabeça e dominador de toda autoridade e como a própria esfera da existência da nova dispensação do cristão, o lugar de Cristo na vida cristã é todo-inclusiva, e exclusiva de todos os outros.

  1. A heresia colossense era uma “filosofia” conforme a tradição (parodosis) dos homens e rudimentos do cosmos (cons. 2:20). Paulo não condena a tradição em si mesma mas antes estabelece um contraste com esta heresia e a tradição segundo Cristo, que os colossenses receberam (2:7). Há então uma tradição própria – à qual o apóstolo expressa gratidão em outras passagens (por exemplo, Rm. 6:17; I Co. 11:2, 23; 15:3; Fp. 4:9) – a essência da qual jaz em sua apostolicidade (veja Cl. 1:1). Tradição apostólica tem o status da revelação, pois nela o próprio Cristo exaltado fala através de seus representantes autorizados (cons. Oscar Cullmann, “Tradition “, The Early Church, pág. 59-99).
    9,10. A palavra grega para divindade ou deidade é o nome abstrato de Deus (Arndt) e inclui, além dos atributos divinos, também a natureza divina (Beng). Opondo-se à idéia docética de que a matéria é má, está a afirmação bíblica de que a própria divindade manifestou-se corporalmente (somatikos) ou em realidade material (Lightfoot; cons. Jo. 1:14). Outros (Moule, por exemplo) interpretam somatikos com o significado de: 1) um organismo de Cristo em contraste com o pleroma múltiplo de poderes cósmicos; ou, menos provavelmente, 2) o Corpo de Cristo, isto é, a Igreja. A plenitude (pleroma; cons. nota sobre 1:19) que é inerente a Cristo, impregna aqueles que estão em união com Ele para aperfeiçoá-los (pepleromenoi) ou dar-lhes a plenitude (cons. Ef. 1:23). União com Cristo somente é suficiente, pois Ele é o cabeça de todas as outras autoridades; elas nada podem acrescentar à santidade ou à redenção.
    11,12. No N.T. não por intermédio de mãos é um termo quase técnico usado em relação às realidades da nova dispensação comunitária em contraste às instituições e rituais da antiga aliança. Refere-se com muita freqüência à Igreja na qualidade do verdadeiro templo de Deus dado à luz na morte e ressurreição de Cristo (Mc. 14:58; Jo. 2:19, 22; Atos 7:48; II Co. 5:1; Hb. 9:11, 24). Aqui identifica a morte e ressurreição de Cristo como sendo a verdadeira circuncisão (cons. Fp. 3:3), na qual os cristãos, na qualidade de Corpo de Cristo, participaram. Ambos os conceitos são, para Paulo, expressões da realidade comunitária implícita na fé dos cristãos – união com a morte e ressurreição do Salvador (veja Introdução).
    No despojamento do corpo da carne. Veja comentário sobre 2:15.
    Batismo pode se referir primeiramente ao batismo da morte de Cristo (cons. Mc. 10:38; Lc. 12:50), embora o batismo cristão não deve ser excluído (cons. Rm. 6:4). Não há uma analogia direta entre o batismo cristão e o rito da circuncisão da “velha dispensação”. Circuncisão aqui é a morte de Cristo, pela qual Ele operou o rompimento da velha dispensação, purificando do pecado e reconciliando com Deus (cons. Dt. 30:6; Jr. 4:4; 9:25, 26). É com isso que o batismo cristão tem de ser relacionado.
  2. Para os gentios a morte de Cristo como figura da circuncisão tinha significado especial: sua antiga alienação do povo de Deus estava simbolizada pela incircuncisão literal (cons. Ef. 2:11). Entretanto, o uso aqui de carne, isto é, o homem sob o pecado, para indicar uma incircuncisão moral é possível. A ressurreição, vista como ação comunitária juntamente com ele, encontra a sua realização através do gracioso perdão de Deus (cons. Ef. 2:1-10).
  3. O escrito é um certificado de débito (Deiss, BS, pág. 247) e presumivelmente se refere à lei escrita de Moisés. Para os gentios ela também pode incluir a lei com a qual suas consciências concordavam (cons. Rm. 2:14, 15; Êx. 24:3; Ef. 2:15). Esta obrigação que, não estando quitada, permanecia contra nós foi paga na cruz.
  4. Despojando, ou melhor, despindo (apekdyomai) é uma palavra composta, não essencialmente diferente de outra expressão paulina, ekdyo. Esta última, usada na LXX (e no grego clássico) em se tratando de “desnudar” inimigos de guerra, fornece a pista para o significado aqui.
    No tempo do V.T. os prisioneiros eram despidos de quase toda a roupa. Esse ato veio a simbolizar a derrota, e para os profetas significa o juízo de Deus (cons. Ez. 16:39; 23:26). No N.T. esta idéia entra no reino das “últimas coisas” quando os justos serão vestidos, em contraste com os injustos, que ficarão despidos e nus sob o juízo de Deus (cons. Mt. 22:11; Ap. 3:17, 18; 16:15; II Co. 5:3, 4). O presente versículo, descrevendo Cristo como “despindo” principados e as potestades através de Sua morte e ressurreição, provavelmente se refere, de um lado, aos poderes angélicos (através dos quais a cédula das ordenanças foi dada, Gl. 3:19) que controlam os governadores humanos e, de outro lado, a males personificados, tais como a morte. Cristo morreu, “para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão” (Hb. 2:14, 15). Para o indivíduo, a morte ainda tem de ser destruída (I Co. 15:25, 26); “em Cristo” sua destruição aconteceu quando, na Sua triunfante ascensão, o Salvador levou-a cativa com todos os outros poderes (Ef. 4:8). Semelhantemente, despindo ou despojando (apekdyomai) o corpo da carne (Cl. 2:11), pode se referir ao julgamento comunitário sobre a cruz do corpo da carne adâmico, isto é, o homem todo sob o pecado, sob o juízo, sob a morte. Neste caso, esta frase contrasta como “corpo de Cristo” (cons. I Co. 15:22; Robinson, The Body, pág. 31). O perdão gracioso de Deus (Cl. 2:13) tem de ser compreendido à luz do significado da cruz: nela o débito do homem está cancelado e os poderes que mantém o homem cativo são eles mesmos publicamente derrotados e feitos prisioneiros. Tomando consciência disso, torna-se aparente o absurdo que há em se voltar, buscando um complemento para a redenção, do Cristo triunfante para os poderes subjugados.

Moody

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Até a próxima! Que Deus te abençoe.

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